sexta-feira, 10 de junho de 2011

"Desapego"

Texto com colaboração de Silvio Salzedas


"Somos como as folhas de uma grande árvore. Quando o vento passa, nos leva
para onde a força da vida indicar.
 
Todos São espíritos.
 
Todos são imortais.
 
Nós não temos cor, não temos raça nem bandeira que limite a nossa ação.
 
Às vezes é preciso que o vento nos leve até determinado lugar para aí
desempenharmos uma tarefa. A gente se esconde num corpo quente,
num coração amoroso e então renasce vestido de carne, com roupa
branca ou preta, ou amarela; bonita ou feia. Quando chega a hora
e o vento sopra novamente, partimos, deixamos a roupa usada e
rumamos para onde a vida nos conduzir, para viver outra
experiência.
 
Por isso é que devemos nos desapegar das coisas do mundo,
mesmo daquelas que são boas. Estamos de passagem.
Somos todos peregrinos, romeiros da vida.
 
Em nossa viagem pelo mundo só possuímos, na verdade,
aquilo que doamos, que oferecemos à vida: o amor, as virtudes,
o bom caráter. As outras coisas são muletas que usamos
para ajudar na caminhada; assim que aprendermos a andar direito,
com a cabeça erguida diante da vida, deixaremos tudo de lado para
partir rumo a novo aprendizado. Ficará para trás tudo aquilo que
nos prende ao chão, à retaguarda.
 
É preciso se desapegar do mundo. Usar as coisas que estão no
mundo sem se submeter a elas. Essa, a verdadeira essência da sabedoria.
 
Somos todos imortais, espíritos, filhos da vida, de Deus.
Coisas passageiras não fazem parte do que é eterno, e o que é eterno
não pode ficar preso àquilo que é passageiro."
ps.: Trechos extraídos do livro: "Sabedoria de Preto Velho",  autor: Robson Pinheiro/Pai João de Aruanda, Casa dos Espíritos Editora.

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